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Saiba como escolher uma câmera de segurança corretamente

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, a capital teve um aumento de 176% no número de furtos em residências entre 2015 e 2017

O número de invasões em residências e estabelecimentos cresce anualmente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, a capital teve um aumento de 176% no número de furtos em residências entre 2015 e 2017. A cada hora, ao menos um lar é invadido e, apenas no ano passado, foram registradas 10.905 ocorrências dessa natureza.

O circuito fechado de televisão (CFTV), cujo sistema abrange câmeras de segurança, é uma das soluções mais procuradas para acompanhar a distância o que está acontecendo em um determinado local. Com diversas especificações e recursos, porém, escolher as câmeras mais indicadas para se obter o melhor retorno sobre o investimento pode ser uma tarefa difícil.

“Alguns detalhes devem ser considerados no momento da compra desses equipamentos. Por isso, é recomendável contratar um profissional que entenda sobre o assunto”, alerta Robert Wagner dos Santos, especialista em segurança da ADT, maior empresa de monitoramento de alarme do mundo.

A ADT elaborou, então, uma série de especificações que devem ser consideradas para escolher a câmera analógica correta. Veja a seguir:

1. Tipos de sensores de imagem: a escolha dos sensores de imagem das câmeras ajuda a obter nitidez e cor e a reduzir ruídos. Os sensores mais comuns são o CMOS e o CCD. O CMOS é mais acessível, porém, pode apresentar ruídos em ambientes com pouca iluminação. O CCD é mais sensível e possui maior nitidez e cor com menos chances de ruídos;

2. Tamanho dos sensores de imagem: o tamanho dos sensores de imagem é medido na diagonal como 1/4’’, 1/3’’, 1/2’’ e 2/3’’. Os mais comuns são 1/4’’, por ter um ângulo de captação menor, e 1/3’’, com um ângulo de captação maior e mais comum em câmeras coloridas;

3. Lentes: as lentes são importantes na escolha da cena que as câmeras vão captar. Lentes menores “abrem” a cena e permitem ver mais coisas de ambientes pequenos, como elevadores. Lentes maiores são indicadas quando a cena precisa ser mais específica, como uma porta de acesso ao ambiente. Neste caso, cenas distantes ficam mais próximas. A lente varifocal permite ajustar o ângulo de abertura e foco conforme a necessidade do local. As lentes de zoom demandam um investimento maior, mas podem ajustar automaticamente o foco;

4. Resolução: as câmeras analógicas têm resolução medida em linhas (TVL). Escolha as que estão entre 480 e 600 linhas;

5. Iluminação: prefira câmeras que permitem obter imagens de ambientes escuros. É muito importante que a câmera tenha tecnologias capazes de compensar a pouca iluminação, como o Day & Night. As melhores opções possuem leds de infravermelho (IR) para obter imagens em locais sem luz. Mais leds, geralmente, estão associados à distância que a câmera consegue “iluminar” para obter imagens no escuro. Verifique o tamanho do ambiente e escolha o alcance mais adequado dos leds;

6. Vedação e grau de proteção contra água: umidade excessiva e chuva podem reduzir, consideravelmente, a vida útil de uma câmera. Verifique o grau de proteção contra água, principalmente quando a câmera for usada na área externa. Uma câmera externa pode ter o grau de proteção IP66;

7. Íris: a íris da câmera ajusta a quantidade de luz que entra pela lente e chega ao sensor de imagem. Desta forma, é possível evitar que o excesso de luz prejudique a visualização da imagem. Se a iluminação do ambiente varia muito, é recomendável que tenha uma íris que se adapte ao local;

8. BLC (compensação de luz de fundo): o recurso BLC é importante, por exemplo, quando se tem câmeras que focam em portas e janelas, já que a diferença entre a iluminação dos ambientes e da área externa pode deixar as pessoas em uma espécie de “sombra”. Neste caso, o BLC compensa o excesso e a falta de iluminação, evitando que isso aconteça.

Sobre a ADT


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